Joao Baptista Biancardi

f a m í l i a
Filhos(as) com:
Maria Teresa de Jesus

Filhos(as):
Maria Antonia Biancardi
Joao Baptista Biancardi
  • Nascimento: , Italia
  • Casamento: com Maria Teresa de Jesus
  • Falecimento: 26 Jul 1802, Martires, Lisboa, Portugal
  • Profissão: Musico

    Segundo Joseph Scherpereel, A orquestra e os instrumentistas da Real Câmara de Lisboa de 1764 a 1834 / L’orchestre et les instrumentistes de la Real Câmara à Lisbonne de 1764 à 1834, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1985, Joao Baptista Biancardi, italiano, consta na lista de instrumentistas da orquestra real, tocando viola de 1764 a 1801 tendo um salário anual de 260$450 réis. Nesta mesma lista consta um Fernando Biancardi, italiano, provavelmente um irmao, tocando cello de 1764 a 1806, com um salário anual de 345$600 réis. (Citado no artigo Opera Orchestras in the 18th and 19th Centuries in Lisbon and Oporto de Luísa Cymbron Manuel Carlos de Brito)

    " ASSEMBLEIAS EM LISBOA NOS FINAIS DO SÉCULO XVIII : Nas últimas décadas do séc. XVIII funcionaram em Lisboa diversas assembleias, mas nem sempre é fácil delimitar a sua localização, cronologia e modelo detalhado de funcionamento, até porque designações diferentes podiam ser atribuídas ao mesmo local. Uma das mais célebres referências a essas reuniões deve-se ao viajante britânico Richard Twiss que esteve em Portugal entre 1772 e 1773:
    “Há dois salões em que a feitoria inglesa se reúne duas vezes por semana, durante o Inverno, para dançar e jogar às cartas. Os minuetes compostos por D. Pedro António Avondano, que aqui vive, são muito estimados. Qualquer viajante britânico que não tencione residir mais de seis meses em Lisboa é admitido gratuitamente nessas assembleias, mas a quota para os residentes é de seis moidores para cada um dos salões. Fui informado de que após a minha partida ambas as sociedades se fundiram, e de que foi construído um grande salão para esse fim. Ao longo do Inverno há quatro grandes bailes, com ceia, para os quais é convidada muita da nobreza portuguesa” (Twiss 1775, p. 3).Além da Assembleia das Nações Estrangeiras de Pedro António Avondano, na documentação histórica encontram-se menções às Assembleias do Bairro Alto, da Nação Britânica e do Salitre, bem como à Assembleia Nova e à Assembleia Portuguesa (esta última já nos inícios de oitocentos), entre outras. A estas juntam-se os bailes e séries esporádicas de assembleias organizadas a partir de 1758 pelos instrumentistas da Real Câmara Gonçalo Auzier Romero (violino) — que viria a abrir uma “casa de baile” na Rua do Loreto no final da década de 1770 —, Carlos Printz (violino) e João Baptista Biancardi (violeta) nos salões alugados a Lázaro Leitão Aranha, alto dignitário da Patriarcal, no seu Palácio da Cruz de Pau (junto à Calçada do Combro)."(Fonte: https://www.parquesdesintra.pt/wp-content/uploads/2014/03/16site.pdf).

    Cristina Fernandes escreve: "Dopo il terremoto del 1755 non abbiamo riferimenti alla promozione diretta di eventi musicale da parte di Lázaro Leitão che fu costretto a fare lavori di ristrutturazione del suo palazzo. Tuttavia le dépendances della sua residenza rimasero come "palco" musicale. Nel 1758 affittò una stanza, assieme a 12 pannelli cinesi grandi e 69 piccoli, al violinista della Real Camera Gonçalo Auzier Romero al fine di organizzare accademie ("assembleias") e balli. Presso lo stesso edificio abitavano altri strumentisti della corte suoi collaboratori: João Baptista Biancardi (viola) e Carlos Printz (violino). La realizzazione di balli è anche attestata da altri fonti d'archivio che riferiscono alcuni sospetti della Congregação Camarária da Patriarcal. Infatti, un parere richiesto al prete della parrocchia vicina Joaquim Ribeiro de Carvalho (lettera del 3 febbraio 1759) [37] attesta che i balli si facevano "senza scandalo" e che i frequentatori erano soprattutto "inglesi e amburghesi con la partecipazione della Nobiltà della corte", allo stesso modo di quanto accadeva nell'Assembleia das Nações Estrangeiras gestita dal compositore e violinista Pedro António Avondano. Nel 1761 e negli anni successivi i musicisti Auzier Romero, Biancardi e Printz continuarono ad organizzare balli nei saloni affittati nel Palazzo di Lázaro Leitão che ospitava anche, al piano terra, il negozio del libraio José Baptista Reycend. [38] Il 19 giugno del 1764 in una camera del palazzo, spazio privilegiato di convergenza culturale, si tenne anche l'ultima riunione dell'Arcadia Lusitana, fondata nel 1756. [39]" (Fonte: http://digilab4.let.uniroma1.it/enbach/content/lazaro-leitao-aranha-e-la-circolazione-di-modelli-culturali-e-musicali-tra-roma-e-lisbona#note14)

    Consta no registro de óbitos da Freguezia de Mártires em Lisboa: "Em 26 dias do mês de julho de 1802 faleceu com todos os sacramentos Joao Batista Biancardi casado com Maria Theresa de Jesus [ilegivel], foi enterrado [ilegivel] desta igreja de que fiz este açento que assinei. Dom Henrique José Correia" (Fonte: http://digitarq.arquivos.pt/viewer?id=4815685).

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